



Infelizmente esta não é a primeira vez que vejo este imbecil fazer o que fez: um gol contra, uma falha de marcação no segundo gol e depois ser expulso. Já o vi fazer exatamente as mesmas coisas tanto na seleção brasileira quando na Juventus.
A juntar com o passe para o gol do Brasil e o fato de ter sido o primeiro gol contra que o Brasil fez em todas as copas do mundo em que participou, ou seja todas as copas, esse cretino é sem dúvida o “homem” do jogo.




“Há na pura amizade um prazer a que não podem atingir os que nasceram medíocres. A amizade pode subsistir entre pessoas do mesmo sexo a diferentes, isenta mesmo de toda a materialidade. Uma mulher, entretanto, olha sempre um homem como um homem; e reciprocamente, um homem olha uma mulher como uma mulher; essa ligação não é paixão nem pura amizade: constitui uma classe a parte.
O amor nasce bruscamente, sem outra reflexão, por temperamento, ou por fraqueza: um detalhe de beleza nos fixa, nos determina. A amizade, pelo contrário, forma-se pouco a pouco, com o tempo, pela prática, por um longo convívio. Quanta inteligência, bondade, dedicação, serviços e obséquios, nos amigos, para fazer, em anos, muito menos do que faz, às vezes, num minuto, um rosto bonito e uma bela mão!”
“O tempo, que fortalece as amizades, enfraquece o amor. Enquanto o amor dura, subsiste por si, e às vezes pelo que parece dever extingui-lo: caprichos, rigores, ausência, ciúme; a amizade, pelo contrário, precisa de alento: morre por falta de cuidados, de confiança, de atenção. É mais comum ver um amor extremo que uma amizade perfeita.”
“O amor e a amizade excluem-se um ao outro. Aquele que teve a experiência de um grande amor descuida a amizade; e quem se esgotou na amizade ainda não fez nada para o amor.”
“O amor começa pelo amor, e só se passaria da mais forte amizade para um amor fraco. Nada se parece mais com uma viva amizade do que essas ligações que o interesse do nosso amor nos faz cultivar.”
Jean de La Bruyére, in “Os Caracteres”
Os Caracteres é um livro sobre a moral, escrito pelo francês La Bruyére, onde são reunidas muitas páginas de avaliação da postura do ser humano perante a vida.
Selecionei este texto porque pretendo discutir contigo sobre a amizade e a importância dela na construção do carácter das pessoas. Segundo a Wikipédia, a palavra amigo descende da expressão latina “amicus” que possivelmente se derivou de amor. Isto para dizer que andam, amizade e amor, de mãos dadas. Mas não são a mesma coisa. Ambos os sentimentos são relações afetivas. Na amizade, a princípio, não existem relações romântico-sexuais.
Dizem lá na Wikipédia: “Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo. Neste aspecto, pode-se dizer que uma relação entre pais e filhos, entre irmãos, demais familiares, cônjuges ou namorados, pode ser também uma relação de amizade, embora não necessariamente.
A amizade pode ter como origem, um instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido por outros seres. Alguns amigos se denominam “melhores amigos”. Os melhores amigos muitas vezes se conhecem mais que os próprios familiares e cônjuges, funcionando como um confidente. Para atingir esse grau de amizade, muita confiança e fidelidade são depositadas.
Muitas vezes os interesses dos amigos são parecidos e demonstram um senso de cooperação. Mas também há pessoas que não necessariamente se interessam pelo mesmo tema, mas gostam de partilhar momentos juntos, pela companhia e amizade do outro, mesmo que a atividade não seja a de sua preferência.
A amizade é uma das mais comuns relações interpessoais que a maioria dos seres humanos tem na vida. Em caso de perda da amizade, sugere-se a reconciliação e o perdão. Carl Rogers diz que a amizade “é a aceitação de cada um como realmente ele é”.”
Só corrigiria a Wikipédia quando caracteriza a amizade como um semtimento humano. Também há amizade entre outros animais. Mas pode notar que há uma correspondência na fria visão da Wikipédia com o romantismo de La Bruyére: a amizade é construída com o tempo, moldada com confiança e lealdade. Já o amor não, ele é efémero. Pode nascer tão inesperadamente quanto morre, apesar de poder criar laços de amizades imortais.
A importância da construção de amizades em nossa vida é que sempre será com nossos amigos que nos revemos, nos avaliamos verdadeiramente. Com os nossos amigos ficam guardadas as partes mais íntimas de nós e eles, os amigos, nos fazem lembrar as justificativas que tínhamos para nossas atitudes, sempre. Isto porque o amigo é também guardião de nossas vidas, das ações e das motivações.
Aos amigos não podemos, nem devemos, mentir. Senão ficam guardadas falsas lembranças e estas não são elementos de sustentação da amizade.
Como já te disse, podemos dizer e fazer tudo aquilo que quisermos, desde que tenhamos justificativa para isto. Mas poderia agora acrescentar que poderemos fazer e dizer o que quisermos, mas se nem os atos, nem as palavras, nem as lembranças, nos embaracem ao reve-las com um amigo. Nem nossos atos nem nossas palavras nos deveriam envergonhar. Se nos arrependermos de alguma coisa que fizemos ou dissemos a um amigo, é porque naquele instante não fomos verdadeiramente amigo. Não há mentira, não há pedidos de perdão, não há arrependimento nas verdadeiras amizades. Só há a verdade pois somente ela constrói amizades solidas como as montanhas.
O que posso ainda acrescentar: a amizade é cumplicidade, reconhecimento, humilde e inocente. A amizade é um serviço prestado com devoção nos momentos, sejam eles quais forem, em que o amigo precise.
Os amigos de longa data nos fazem constatar que, como tudo na vida, nós também mudamos.
(Escrito para minha enteada)




Não há mais espaço em nosso mundo para o que hoje se viu nos dois jogos da Copa do Mundo. É, e sempre será, preciso fazer prevalecer a verdade em primeiro lugar e o desenvolvimento tecnológico humano foi feito, na maior parte das vezes, exatamente para que isto pudesse acontecer. Não aceitar isto é não aceitar a procura pela verdade, obra essencial da nossa ciência.
A não validação de um gol claro da Inglaterra e a validação de um gol evidentemente feito em desacordo com as regras do jogo pela Argentina, sem que isto seja objeto de avaliação mais precisa, é simplesmente ridículo nos dias que correm.
Se há anos atrás a Inglaterra poderia fazer um gol inválido à Alemanha na final de uma Copa do Mundo, isto seria visto por “apenas” algumas pessoas que estavam no estádio, presumindo-se que a equipe de arbitragem realmente não foi capaz de ajuizar bem a ocorrência, aceita-se que muitas outras pessoas também não tenham sido capazes de faze-lo. Porém, naquela época, 1966, não havia a tecnologia que hoje existe e a verificação online de um acontecimento era mesmo impossível.
Mas hoje não. Temos tudo o que ocorre no campo gravado por diversas câmaras de TV, de altíssima qualidade, e é inadmissível que não se recorra a este recurso para fazer valer a verdade. Numa época em que a verdade era aquilo a que os governantes queriam que fosse, até se aceita que o futebol pudesse pisar na verdade fez por outra. Mas hoje, com milhões de pessoas vendo que aquilo que é validado é fora da lei do jogo, passa a ser um caso tremendamente pobre, num desporto que movimenta milhões de dólares no mundo todo.
Não! Absolutamente não aos gols de mão ou em impedimento ou a invalidação do gols limpos, por que o homem tem limites reais de interpretação dos fatos. Nós já criamos muita tecnologia para corrigir esta nossa deficiência e não aceitar utilizar isto a bem da verdade é retrógrado e ridículo.








Partiremos da mitologia grega por ser base de nossa civilização ocidental. Para os gregos os sonhos eram obra de Morfeu (é aquele do Matrix não teve seu nome atribuído à toa), deus do sonho e que era filho de Hypnos, deus do sono, sendo estes filho de Nyx, a deusa da noite.
A própria mitologia grega é uma expressão imaginária de nossa compreensão do mundo. Sonhamos acordados, enquanto seres humanos, que sobre os montes mais altos das nossas terras estaria uma grande família de deuses que explicariam somente por sua existência, e sua história, a maioria das características da vida humana, ou o que se compreendia dela (ou imaginava dela). Desta forma foram atribuídos aos deuses, imaginativamente, nomes e heranças familiares que distinguiam nossa vida. Esta imagem da herança noturna e hipinótica de Morfeu é um exemplo claro deste mito.
É fácil acreditar nos sonhos quando eles fazem sentido. Ao ponto de proeminentes cientistas como Freud e Jung julgarem mesmo ser possível interpretar os sonhos, e compreender as pessoas a partir deles. Não estou a atribuir nenhum valor as suas afirmações mas, por enquanto, estou somente a reunir elementos.




Criei uma nova categoria com este nome, Tudo e Sonho, mas fui obrigado a criar outra, Opinião, quase que exclusivamente para justificar o que escreverei naquela. É que não pretendo provar cientificamente nada com algumas das afirmações que farei nesta rubrica, mas tentarei provar, no mínimo para mim mesmo, como que numa tentativa de compreender o que fazemos por aqui nesta vida, que tudo em nossa vida é sonho, imaginação, abstração do todo natural em função do que nos é tangível.
Diversos animais sonham enquanto dormem. Nós temos a capacidade, ou defeito, de sonhar acordados. Chegarei ao exagero de afirmar que toda a espécie de arte é sonho. Ou pelo menos a materialização do sonho de alguém que ganha valor na medida em que faz sonhar aos outros. A capacidade técnica do artista está exatamente na capacidade de transformar matéria em imagem onírica, não esquecendo da música onde a matéria é o som.
Este é somente o ponto de partida. Já já voltarei ao assunto.


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